Serie inferno astral: Sobre cães e outras coisas.
Um moleque chamado Bubu,
típico garoto que escreve qualquer asneira na primeira calçada com cimento
fresco e quando brinca com qualquer cachorro na rua como, não importando o quão
abandonado esteja. Esse cidadão mora em
uma cidade que o prefeito não ligava a
mínima para a saúde dos cidadãos e dos animais em situação de abandono, e com
isso, ocorreu uma aumente das matilhas doentes ( tipo sarna e outras coisas que
faria alguém entender o significado de tripofobia), o que não impediu de Bubu
ficar amigo de uma vira-lata que ganhou o nome de Farelo. O menino gostava de
voltar da escola e brincar com o cão, jogando uma meia velha para ele pegar e
dar os restos de comida para ele comer, em um prato velho trincado, e dava água
em um pode de margarina usado. Depois de brincar um dia, o menino foi visitar
uns parentes em outra cidade, voltando depois quase no final das férias
escolares, indo logo procurar o amigo canino, mas, sem sucesso. Foi perguntar
ao dono do bar e em seguida aos vizinhos até só restar um... O da casa da campainha estranha.
– O que é garoto, o que
foi desta vez?
− O tio, o senhor viu o
meu cachorro?
− Cachorro?
− Um cachorro parecido
com cachorro policial, só que magro e menor.
− Por acaso é um cachorro
pulguento que eu vivia mandando você tirar da frente do meu portão?
− Sim, é esse ai!
− É o mesmo cachorro que
você ficava brincando que quase entrou pelo meu portão quando eu estava lavando
a garagem?
− SIM, É ESSE MESMO!
− Então, eu até sei onde
ele está, mas você não vai lá, pelo menos não agora, mas logo, logo vai chegar
o dia de você vai se encontrar com ele...
− Como assim?
Neste momento o homem
começou a contar uma história para o garoto.
−
Então: faz um tempinho que não só eu, mas muita gente daqui, incluindo sua mãe,
estávamos preocupados com estes animais soltos por aí, e este cachorro é um
exemplo de criatura abandonada. Quando vi aquela criatura andando por ai, cheia
de sarna e com um fisco quase esquelético e sabe-se lá quais outras doenças ele
deveria ter e infectar alguém ou ainda, engravidar uma cadela por ai e aumentar
os números de cães abandonados, o que me
fariam ficar ainda mais enojados com a maneira que as coisas vão. Então resolvi
fazer algo a respeito!
O garoto já começou a
tremer e suar frio!
− Chamei uns amigos da
capital e cercamos o cachorro.E quando o pegamos ele gritava e gritava de medo, até tentou me morder, mas colocamos
ele em uma caixa transportadora com um pouco de dificuldade (quase tivemos que
droga-lo) muita gente nos agradeceu por isso, inclusive a sua mãe ajudou.
Aquele cachorro estava fedendo demais e depois fomos atrás dos outros cães. Poucos
escaparam da caçada!
O moleque estava já com o
beiço tremendo e uma lagrima começou a rolar do canto do olho, imaginado o trágico
destino do bicho, quando o homem falou, com um sorriso sinistro.
− Agora olha, imagine o
que fizemos com ele!
− TADINHO, QUE MALDADE
VOCÊS FIZERAM COM ELE!!!
− O QUE FIZEMOS FOI A
COISA MAIS DESCENTE A SER FEITA COM ANIMAL SARNENTO NA RUA!!!
− VOCÊS MATARAM?!
− NÂO! Para falar a
verdade, levamos para um abrigo de animais de uma ONG, onde ele esta internado
fazendo tratamento, ele estava cheio de vermes e outras coisas. Olha essa outra
foto, como está mais encorpado e com menos sarna, aliás, era por causa disso
que ele tem esse nome? Farelo?
− Que?
− Quando eu contar para a
galera da ONG a sua cara de choro eles vão rir pacas ,HAHAHAH!

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