quarta-feira, 31 de outubro de 2018



Serie inferno astral: Sobre cães e outras coisas.


Um moleque chamado Bubu, típico garoto que escreve qualquer asneira na primeira calçada com cimento fresco e quando brinca com qualquer cachorro na rua como, não importando o quão abandonado esteja. Esse cidadão  mora em uma cidade  que o prefeito não ligava a mínima para a saúde dos cidadãos e dos animais em situação de abandono, e com isso, ocorreu uma aumente das matilhas doentes ( tipo sarna e outras coisas que faria alguém entender o significado de tripofobia), o que não impediu de Bubu ficar amigo de uma vira-lata que ganhou o nome de Farelo. O menino gostava de voltar da escola e brincar com o cão, jogando uma meia velha para ele pegar e dar os restos de comida para ele comer, em um prato velho trincado, e dava água em um pode de margarina usado. Depois de brincar um dia, o menino foi visitar uns parentes em outra cidade, voltando depois quase no final das férias escolares, indo logo procurar o amigo canino, mas, sem sucesso. Foi perguntar ao dono do bar e em seguida aos vizinhos até só restar um...  O da casa da campainha estranha.
– O que é garoto, o que foi desta vez?
− O tio, o senhor viu o meu cachorro?
− Cachorro?
− Um cachorro parecido com cachorro policial, só que magro e menor.
− Por acaso é um cachorro pulguento que eu vivia mandando você tirar da frente do meu portão?
− Sim, é esse ai!
− É o mesmo cachorro que você ficava brincando que quase entrou pelo meu portão quando eu estava lavando a garagem?
− SIM, É ESSE MESMO!
− Então, eu até sei onde ele está, mas você não vai lá, pelo menos não agora, mas logo, logo vai chegar o dia de você vai se encontrar com ele...
− Como assim?
Neste momento o homem começou a contar uma história para o garoto.
− Então: faz um tempinho que não só eu, mas muita gente daqui, incluindo sua mãe, estávamos preocupados com estes animais soltos por aí, e este cachorro é um exemplo de criatura abandonada. Quando vi aquela criatura andando por ai, cheia de sarna e com um fisco quase esquelético e sabe-se lá quais outras doenças ele deveria ter e infectar alguém ou ainda, engravidar uma cadela por ai e aumentar os números de cães abandonados, o  que me fariam ficar ainda mais enojados com a maneira que as coisas vão. Então resolvi fazer algo a respeito!
O garoto já começou a tremer e suar frio!
− Chamei uns amigos da capital e cercamos o cachorro.E quando o pegamos ele gritava e gritava  de medo, até tentou me morder, mas colocamos ele em uma caixa transportadora com um pouco de dificuldade (quase tivemos que droga-lo) muita gente nos agradeceu por isso, inclusive a sua mãe ajudou. Aquele cachorro estava fedendo demais e depois fomos atrás dos outros cães. Poucos escaparam da caçada!
O moleque estava já com o beiço tremendo e uma lagrima começou a rolar do canto do olho, imaginado o trágico destino do bicho, quando o homem falou, com um sorriso sinistro.
− Agora olha, imagine o que fizemos com ele!
− TADINHO, QUE MALDADE VOCÊS FIZERAM COM ELE!!!
− O QUE FIZEMOS FOI A COISA MAIS DESCENTE A SER FEITA COM ANIMAL SARNENTO NA RUA!!!
− VOCÊS MATARAM?!
− NÂO! Para falar a verdade, levamos para um abrigo de animais de uma ONG, onde ele esta internado fazendo tratamento, ele estava cheio de vermes e outras coisas. Olha essa outra foto, como está mais encorpado e com menos sarna, aliás, era por causa disso que ele tem esse nome? Farelo?
− Que?
− Quando eu contar para a galera da ONG a sua cara de choro eles vão rir pacas ,HAHAHAH!